 | Sejam bem vindos ao mundo de Chantall. . . | Sep 25, 2005 |
'"Pessoas inteligentes falam sobre idéias. Pessoas comuns falam sobre coisas. Pessoas mesquinhas falam sobre pessoas". ''Os Loxians, vivem no espaço e estão olhando nas estrelas pensando se há mais alguém no universo''. Jornalismo Cientifíco em ação. Que os raios do teu sol sejam mais dourados. Que todas as nuvens sejam branquinhas como o algodão. Que a luz dos sorrisos ilumine teus momentos. Que o teu coração mantenha sempre a porta aberta para receber tudo de bom que a vida te reserva. Desejo que você tenha no olhar O encantamento da vida! Que você tenha no coração A plenitude do amor! E que você acredite na grandeza de Deus. No destino do mundo Na beleza da vida Nos sonhos e na esperança. Apesar de muitos desentendimentos que tivemos agradeço os momentos maravilhosos em que passamos juntas. Mil beijinhos Ann-Sophie, obrigada pelos momentos de descontração que você me proporcionou em sua estadia aqui no Brasil e obrigada por sua amizade. Você já está fazendo muita falta para nós e espero que você conquiste tudo que precisas conquistar aí na Bélgica e retornar ao Brasil. Mas, não deixe de praticar o português, pois podes esquecer muita coisa que aprendeu! Espero que estejas curtindo muito a sua família e nunca esqueça de seus amigos brasileiros. Mil beijinhos Prepare-se, ardoroso fã de aliens: tem mais Arquivo X chegando para você. E você também, que não conhece nada sobre a série de ficção científica mais famosa do mundo todo, poderá com esse box entrar de cabeça nessa febre mundial. A novidade vem no mesmo mês da estréia do segundo filme, chamado Arquivo X - Eu Quero Acreditar. Para ter toda a obra de Chris Carter na sua casa, está aí a pedida.
Dia 08 de julho de 2008 será um grande dia, com o lançamento de Arquivo X Essencial, um box contendo 4 DVDs com dois episódios cada um. Tais episódios foram escolhidos à dedo pelo próprio Chris Carter, criador da série, e servirão como base de revisão para quem já manja tudo sobre a série, ou como um informativo bem encorpado para quem está começando a curtí-la agora. Além disso, haverão vários extras, que você confere abaixo, junto da sinopse de cada episódio, da data de lançamento e do preço sugerido:
DISCO UM
Arquivo X (Piloto) - 1ª Temporada
Uma jovem agente do FBI recebe como tarefa espionar um colega agente, mas descobre que se sente atraída por suas investigações dos fenômenos paranormais e inexplicáveis.
O Vidente - 1ª Temporada
Scully acredita nas premonições psíquicas de um condenado à morte que parecem ser a única esperança para conseguirem prender um perigoso assassino.
DISCO DOIS
O Hospedeiro - 2ª Temporada
Mulder e Scully perseguem um estranho ser, resultado de uma monstruosa mutação genética, cujo habitat é o sistema de esgotos de New Jersey.
O Repouso Final de Clyde Bruckman - 3ª Temporada
Ao seguir a pista de um assassino em série, os agentes recebem a ajuda de um vidente que prediz a morte de Mulder.
DISCO TRÊS
Lembranças Finais - 4ª Temporada
Scully tenta se reconciliar com seu câncer incurável, enquanto Mulder e os Pistoleiros Solitários invadem um laboratório de pesquisa protegido por forte esquema de segurança para encontrar a cura que pode salvar a vida de Scully.
Prometeu Pós-Moderno - 5ª Temporada
Durante a investigação da aparição de uma aberração da natureza em uma cidadezinha do interior, os agentes descobrem uma perigosa experiência genética que saiu completamente de controle.
DISCO QUATRO
Vampiros - 5ª Temporada
Durante a investigação de mortes de cabeças de gado por extração de sangue, os agentes descobrem um culto a vampiros em uma pequena cidade do Texas.
Milagro - 6ª Temporada
Um escritor vizinho de Mulder torna-se o suspeito principal de uma série de assassinatos.
Extras:
DISCO 1: Introdução aos episódios, trailer WonderCon, entrevista WonderCon*.
DISCO 2: Introdução aos episódios
DISCO 3: Introdução aos episódios
DISCO 4: Introdução aos episódios, trailer da série
*Entrevista Wondercon - 38 minutos de entrevistas com Gillian Anderson, David Duchovy, Frank Spotnitz e Chris Carter, discutindo sobre o novo filme e respondendo diversas perguntas dos fãs.
Especificações Técnicas:
- Formato de tela: 4x3 e 16x9, dependendo do episódio.
- Idiomas: inglês e espanhol 2.0 estéreo
- Legendas: inglês, espanhol e português
- Duração: aproximadamente 45 minutos cada episódio
Preço sugerido: R$ 49,90
Data de lançamento: 08 de julho de 2008

|  | Localizada no coração da cidade, a poucos minutos da maior parte dos bairros do Rio, a maior floresta urbana do mundo replantada pelo homem, com cerca de 3.200 hectares, tem a grande vantagem de mesclar centenas de espécies da fauna e da flora só encontradas na Mata Atlântica. A Floresta da Tijuca possui recantos e atrativos históricos que merecem ser visitados, como: a Cascatinha, a Capela Mayrink, o Mirante Excelsior, o Barracão, a Gruta Paulo e Virgínia, o Lago das Fadas, a Vista Chinesa e o Açude da Solidão, pontos freqüentados por famílias inteiras nos fins de semana.
História A Floresta da Tijuca foi reflorestada no século XIX após anos de desmatamento intenso e plantio (principalmente de café). O reflorestamento foi uma iniciativa pioneira em toda a América Latina. A pessoa responsável pelo reflorestamento, apontada pelo Imperador Pedro II em 1861, foi o Major Gomes Archer, o primeiro administrador da floresta que trabalhou inicialmente com 6 escravos e, posteriormente, com 22 trabalhadores assalariados, plantando em 13 anos 100 mil mudas. O replantio foi feito com espécies, em sua maioria, nativas do Ecossistema da Mata Atlântica. O segundo administrador, Barão Gastão d'Escragnolle continuou o replantio de 1874 a 1888. Além de introduzir mais 30 mil mudas, realizou um trabalho de transformação da floresta em área de lazer, um parque para uso público, inserindo espécies exóticas, criando pontes, fontes, lagos e locais de lazer com auxílio do paisagista francês Augusto Glaziou. Ainda no século XIX, o pintor Nicolas Antoine Taunay morador e proprietário de terras na floresta, retratou suas belezas naturais que constituem documentos históricos da cidade do Rio de Janeiro. O pintor recebia seus amigos e membros da corte em sua casa, tornando assim as belezas da floresta conhecidas de brasileiros e estrangeiros que vinham visitá-lo. No século XX, Raymundo Ottoni de Castro Maya, administrou a floresta de 1943 a 1946, fez ressurgir o parque, que havia ficado esquecido durante os primeiros anos da República. Em parceria com o arquiteto Vladimir Alves de Souza e com o paisagista Roberto Burle Marx, Castro Maia recuperou a floresta recebendo 1 cruzeiro por ano (simbólico) como pagamento por sua administração. No plano da recuperação da floresta foram introduzidas obras de arte, edificações e recantos. Foram também implantados serviços e sanitários. Foram abertos restaurantes Os Esquilos e Floresta (utilizando instalações das antigas fazendas de café - o restaurante Floresta foi aberto na antiga senzala de uma fazenda). A Sociedade Hípica Brasileira foi instalada na antiga casa do Barão do Bom Retiro. Vários fazendeiros e proprietários de terras - como o Conde Gestas, o Barão de Mesquita, O Conselheiro Mayrink, Guilherme Midosi, o Visconde Asseca, além dos já citados anteriormente, e profissionais como Job de Alcântara e Luiz Fernandes, os escravos Eleuthério, Pai Ricardo e Pai Antonio e outros freqüentadores ilustres, deixaram seus nomes na história do Parque, em morros, estradas, caminhos, grutas, recantos, cachoeiras etc. A floresta se tornou então esse cenário privilegiado no qual a natureza e cultura se entrelaçam, se harmonizam e se complementam.
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|  | Mesmo com tanta violência nunca vai deixar de ser a ''Cidade Maravilhosa'', pelo menos vista do alto, eu garanto que ela é Maravilinda. |
Ruth Rendeiro* Cada vez que participo de um evento de grande dimensão tendo como tema a pesquisa na Amazônia, a incômoda sensação de que nós, jornalistas da terra, estamos muito distantes do que de fato está acontecendo na região, aumenta significativamente. Acabo de retornar da II Conferência Internacional Científica do LBA (Experimento de Larga Escala da Biosfera-atmosfera na Amazônia) que aconteceu este mês, em Manaus. São mais de 500 pesquisadores de países da Europa, os EUA e Brasil que em mais de 100 projetos tentam entender o que está acontecendo com (e na ) Amazônia e se as mudanças continuarem aceleradamente, o que poderá acontecer também com o resto do mundo. Um trabalho articulado (e pioneiro) e com bom resultado uniu jornalistas do Ministério da Ciência e Tecnologia, Embrapa Amazônia Oriental, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) com a incumbência de divulgar ao Brasil não apenas a realização da conferência, mas (e principalmente! ) os conhecimentos já gerados por esse "pool" de pesquisadores de altíssimo nível. Não é fácil decifrar, decodificar, traduzir, popularizar, enfim, colocar em uma linguagem simples e acessível aos leigos, o que a pesquisa faz nos laboratórios e atrás dos muros das academias. Tanto que cresce consideravelmente o número de jornalistas que vem se especializando em Jornalismo Científico e abraçado o desafio de levar à dona-de-casa, ao estudante ou ao empresário o que a ciência está gerando (e descobrindo) em seu benefício. Mas neste caso específico, como amazônida típica, resultado de um cruzamento de português com índio, a tarefa parece ainda mais complicada. Extrapola ao profissional, desafia as entranhas, penetra no íntimo. É escrever sobre nós mesmos, sobre a nossa chuva, nossos rios, nossas árvores e até sobre a nossa poluição (Isso mesmo! já temos poluição comparável a algumas cidades de São Paulo). Como sabemos tão pouco sobre nós mesmos ! E não são só os cientistas e pesquisadores de outras regiões e de outros países que falam com tanta desenvoltura sobre temas que parecem tão familiares ao povo da região ("Na Amazônia a chuva forma-se rapidamente e cai também rapidamente", por exemplo). Os jornalistas (de outras regiões do país e estrangeiros) também deixam bem claro o quanto sabem sobre nós, sobre o que acontece dentro de nossa casa. Aquela incômoda sensação de estar sendo traída fica então mais latente. Os que fazem hoje Imprensa na Amazônia parecem não estar dando muita atenção para o que ela significa interna e externamente. Talvez porque nascemos aqui, crescemos aqui e já estejamos acostumados com a exuberância da vegetação, com as chuvas diárias, com a umidade elevada ou com o calor abafado. Nossos olhos já estão tão acostumados que já não enxergam o óbvio. As mudanças estão acontecendo, a pesquisa de grande parte do mundo está voltada para esta que representa mais de 60% de todo o território nacional , mas continuamos valorizando o que vem de outras paragens, seja Rio de Janeiro, São Paulo, Nova York ou Faixa de Gaza. Sinto, a cada oportunidade que tenho de estar diante de tanta informação sobre a Amazônia, que nós jornalistas da região precisamos estudar um pouco mais, ir mais profundamente nas questões que tratam de nós, do nosso presente, do nosso futuro. Não dá mais pra nos limitarmos a simplesmente abrir e fechar aspas, usando e abusando daqueles verbos que marcam os textos preguiçosos (argumentou, completou, concluiu, explicou ...). Sem querer ser a palmatória do mundo (ou da profissão) sinto que temos que mudar, ler um pouco mais e escrever entendendo mais sobre o que estamos escrevendo. É constrangedor e decepcionante a dificuldade que há em se "vender" uma pauta quando os assuntos são mais complexos, mesmo que falem de nós, de nossos umbigos. A maioria dos que militam na profissão na Amazônia ainda tem enorme dificuldade de compreender temas que já são de domínio em outras regiões como "seqüestro de carbono, aerossóis, certificação florestal, cadeia de custódia ou biomassa". Os de outros Estados (São Paulo e Brasília, principalmente) dão a impressão que estão bem mais preocupados com o nosso destino do que nós mesmos. Em Manaus, recentemente (e com raras exceções), não foi diferente. Mas em Belém, o desinteresse da imprensa por assuntos mais complexos, que exigem um pouco mais de conhecimento prévio, via de regra, é muito mais acentuado. Algumas vezes me pergunto se temos consciência de que estamos vivendo na região que possui a maior biodiversidade do planeta, que é a segunda palavra mais conhecida do mundo ou a que até bem pouco tempo era chamada de pulmão do mundo. Espero que não muito distante, nós, jornalistas, que atuam ou não em Ciência e Tecnologia, mas que vivemos na Amazônia, mudemos esse comportamento. Chegou a hora de assumir a responsabilidade de falarmos de nós mesmos e não delegar a outros, que por não conhecerem a região, não serem filhos da água (da chuva ou dos rios) acabam nos vendo (e passando isso para o resto do País e do mundo) como exóticos, diferentes, meio extra-terrestres que vivem à beira dos igarapés, comem bacuri e pupunha etêm uma chuva que cai pontualmente às duas horas da tarde. Bem-vindos os que vêm de fora sem pré-conceito, sem a visão deturpada do inusitado. A eles devemos nos juntar e, sério e profissionalmente, tratar de uma Amazônia que está sendo descoberta cientificamente e a sociedade precisa acompanhar pari passu. E aí está a nossa missão maior. *Ruth Rendeiro é jornalista da Embrapa Amazônia Oriental. Biólogos da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, conseguiram manipular geneticamente um grupo de nematóides (espécie de parasitas) para que eles fossem atraídos por animais do mesmo sexo.
A experiência traz novas evidências de que a orientação sexual de um indivíduo pode ser profundamente influenciada por fatores genéticos.
Apesar de os nematóides serem organismos simples, e de ser difícil aplicar em humanos os mesmos parâmetros, os cientistas acreditam que a descoberta da existência de um "caminho" biológico para as preferências sexuais oferece pistas sobre a sexualidade humana. "Nossa conclusão é que a atração sexual está instalada em circuitos cerebrais comuns a ambos os sexos de nematóides", disse Erki Jorgensen, chefe da equipe que organizou o estudo.
Olfato Os nematóides são organismos de até um milímetro de comprimento, que vivem na terra e se alimentam de bactérias. Eles não têm olhos, então a atração sexual é determinada pelo olfato. Cerca de 99,9% deles são hermafroditas e o resto é de machos. Para se reproduzir, os hermafroditas não precisam se acasalar, mas preferem fazê-lo se encontram um macho. Já os machos sempre precisam dos hermafroditas para a reprodução.
No estudo, publicado na revista científica Current Biology, os pesquisadores ativaram um gene chamado fem-3 em espécies hermafroditas.
Esse gene faz o organismo do nematóide se desenvolver como macho, com neurônios e estruturas de cópula específicas. Na experiência, o fem-3 foi ativado apenas no cérebro. Portanto, os animais desenvolveram neurônios masculinos, enquanto mantiveram características hermafroditas no resto do corpo.
Apesar disso, eles se comportaram como machos, tentando se acasalar e fertilizar outros hermafroditas. "Existe um debate sobre se o cérebro é influenciado por hormônios sexuais produzidos nas glândulas sexuais ou se um comportamento é derivado apenas da função cerebral", disse Jorgensen. "Neste caso, está claro que o cérebro é sexualizado." | Amor é a aceitação de que, entre eu e meu semelhante existem muitas e preciosas diferenças a serem respeitadas.

|  | Um dos lugares mais lindo do país!!!
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O jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, autor da mais completa biografia de Che Guevara, com 920 páginas, esteve em Porto Alegre dia 1º de outubro. Foi palestrante no curso de altos estudos Fronteiras do Pensamento, na UFRGS. Falou sobre “O pensamento após a modernidade.” Pensamentos, idéias, ideologia, convicções e amor à causa foram marcos determinantes na vida de Ernesto Che Guevara. Fronteiras eram relativizadas, tal como é hoje o comércio, globalizado. Em 8 de outubro de 1967, no calor da Guerra Fria e na longa seqüência de caça aos comunistas, foi preso nas montanhas de Vallegrande, Bolívia, o médico argentino que deu sua vida pela causa do socialismo, o Che. Aos poucos a história desse herói de muitas pátrias e varias nacionalidades vai sendo conhecida. Recentemente, o filme Diários de Motocicleta, produzido pelo cineasta brasileiro Walter Salles, mostrou a famosa viagem que o estudante Che fez pela América do Sul, acompanhado do amigo Alberto Granado. Iniciava naquela viagem a jornada de lutas de um idealista, cuja infância foi vivida com os pais na região missioneira da Argentina, próximo de Posadas. Che, quando jovem foi vizinho de nossos pais. Vitorioso em Cuba, foi ministro da economia do governo revolucionário, no poder até hoje, apesar da proximidade geográfica com os Estados Unidos, principal inimigo de Cuba (talvez de muitos outros países). Após lutar na África, Che resolveu “espraiar” a experiência da revolução socialista cubana pela América do Sul. Pensava que Cuba isolada não resistiria muito tempo e necessitava conquistar aliados para somar forças. Talvez essa tenha sido a grande divergência entre ele e Fidel Castro. Cuba ainda resiste e Che foi morto aos 39 anos de idade, em 9 de outubro de 1967, à 1:10h da tarde, pelo soldado Mario Terán, a mando do governo boliviano, orientado pela CIA. Nas horas em que permaneceu preso, na escola da localidade chamada La Higuera, antes de ser executado, Che foi “visitado” pela agente da CIA Felix Rodriguez, disfarçado de oficial do exército boliviano. Morto o médico guerrilheiro, seu corpo foi fotografado antes de ser enterrado em vala comum com seus companheiros nas montanhas da Bolívia. Seus restos mortais foram encontrados e transferidos para Cuba, em julho de 1997, quase trinta anos depois. Che ao ser preso disse: “Não atire. Eu sou Che Guevara. Valho mais para você vivo do que morto.“ Naquela hora, isso foi suficiente para convencer o sargento Bernardo Huanca, autor da prisão. O alto escalão do governo boliviano não entendeu dessa forma. Ordenou sua execução, transformando um homem simples no maior mito da história recente, especialmente entre os jovens. Mesmo após a queda do bloco socialista liderado pela URSS, o retrato de Che continua sendo estampado em uma diversidade de produtos, identificando os milhões de rebeldes, que lutam contra as injustiças e desejam um mundo melhor. Se Che fosse vivo não gostaria de ver sua foto transformada em mercadoria, mas nenhuma imagem simboliza tanto um ideal e uma liderança quanto o retrato do Che. Contra a vontade de poderosos, capitalistas e exploradores, que ele chamava imperialistas, CHE VIVE.
Juarez Braga Zamberlan Estudante de jornalismo CESNORS/UFSM, sindicalista.
Composto extraído de alga marinha foi capaz de impedir multiplicação do vírus HIV em testes in vitro
 | | Um composto extraído da alga parda marinha Dictyota pfaffii , encontrada no Atol das Rocas (Rio Grande do Norte), será usado na produção de um gel vaginal para prevenir infecções pelo HIV. (Imagem: Roberto Campos Villaça/UFF) | | | Um gel vaginal poderá ser um poderoso aliado das mulheres na prevenção contra a Aids. O produto, que está sendo desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Fundação Ataulpho de Paiva, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), tem como princípio ativo um composto extraído da alga parda marinha Dictyota pfaffii , encontrada no Atol das Rocas (Rio Grande do Norte). Testes in vitro comprovaram sua capacidade de impedir a multiplicação do vírus HIV nas células, o que evitaria a infecção. A bióloga Valéria Laneuville Teixeira, do Instituto de Biologia da UFF, responsável pelo isolamento do composto químico, chamado dolabelladienetriol, conta que ele pertence ao grupo dos diterpenos. Ela explica que o produto reprime a ação de uma enzima do vírus chamada de transcriptase reversa, responsável pela conversão do RNA viral em DNA. Além de atuar na célula infectada, o diterpeno é capaz de agir preventivamente contra o vírus. “O vírus entra na célula, porém a presença do produto impede sua multiplicação”, esclarece a pesquisadora, acrescentando que essa característica levou a equipe a pensar no gel vaginal para a prevenção de mulheres. O produto agora está sendo testado em ratos na UFF e na Fiocruz e será avaliado em células humanas no Saint George's Medical School, na Inglaterra. Segundo Teixeira, a descoberta do diterpeno e de seu potencial contra o vírus HIV se deu por uma sucessão de acasos. Desde 1996, sua equipe, em colaboração com a da bióloga Izabel Christina de Palmer Paixão Frugulhetti, também do Instituto de Biologia da UFF, vem realizando pesquisas com extração de produtos naturais de algas pardas marinhas do gênero Dictyota para avaliar sua ação na transcriptase reversa do HIV-1. O mecanismo dessa ação foi estudado pela equipe do imunologista Dumith Chequer Bou-Habib, da Fiocruz, que verificou a capacidade preventiva da droga nas células. Os resultados levaram ao projeto de produção do gel, idealizado e coordenado pelo pesquisador Luiz Roberto Castello-Branco, também da Fiocruz, em colaboração com a Fundação Ataulpho de Paiva. Efeito prolongado Testes preliminares mostraram que o composto permanece na célula durante pelo menos dez dias. Mesmo que o produto final não tenha um efeito tão prolongado, a pesquisadora apóia seu uso preventivo. “O gel seria uma forma de defesa da mulher”, afirma ela, que defende o uso do produto como um aliado da camisinha. A equipe não afasta a hipótese de se criar uma droga oral que impeça o organismo de ser infectado pelo vírus HIV. “As pesquisas estão em fase inicial, mas acreditamos na possibilidade”, avalia Teixeira. “Ter um medicamento dessa importância com a patente nacional é uma vitória”, comemora ela, lembrando que hoje o país gasta muito com o coquetel de drogas destinado aos soropositivos. Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva. Seqüenciamento indica que diferença entre indivíduos é maior do que se pensava  | | O biólogo J. Craig Venter, o primeiro indivíduo a ter todo o seu genoma seqüenciado (foto: Johns Hopkins Medicine). | | | O geneticista norte-americano J. Craig Venter é o primeiro ser humano a ter todo o seu genoma descrito. Em um trabalho pioneiro, foram seqüenciadas na íntegra as bases de seus 46 cromossomos, o que permitiu comparar o patrimônio genético herdado por cada um de seus pais. Os resultados sugerem que a diferença genética entre indivíduos é bem maior do que se imaginava antes.
O seqüenciamento do genoma humano foi concluído no início desta década por dois projetos independentes – um liderado por um consórcio público de laboratórios e outro capitaneado pelo próprio Venter, então à frente da empresa Celera. Ambas as iniciativas trabalharam com amostras cedidas por vários indivíduos e obtiveram uma seqüência haplóide, reconstituindo apenas um cromossomo de cada par (o genoma humano é formado por 22 pares de cromossomos e por dois cromossomos sexuais). No trabalho publicado esta semana na revista PLoS Biology , foram seqüenciados os cerca de 6 bilhões de pares de bases que compõem os 46 cromossomos de Venter.
Ao comparar os resultados obtidos com um banco de dados de referência sobre o genoma humano, a equipe de Sam Levy, do Instituto J. Craig Venter, encontrou cerca de 4,1 milhões de variações. Nem todas elas correspondiam aos polimorfismos de um único nucleotídeo (SNPs na sigla em inglês), nos quais há a substituição de uma base por outra. Entre as outras diferenças identificadas, havia inserções ou deleções de bases, variações no número de cópias de uma determinada seqüência, substituições em bloco e duplicação de segmentos.
Essa constatação ajuda a entender a complexidade humana – por muito tempo, acreditou-se que os SNPs fossem o único fator responsável pelas diferenças entre os indivíduos e pela suscetibilidade a doenças. “Isso mostra que somos substancialmente mais diferentes uns dos outros do que especulávamos, e isso é uma boa notícia para a humanidade”, afirmou Craig Venter durante entrevista coletiva concedida à imprensa na manhã de hoje. “Seria perturbador se a tremenda gama de características que existe na população humana se resumisse a simples variações do tipo SNP nos mesmos conjuntos de genes.”
Início de uma era? Venter considera que o trabalho publicado esta semana inaugura a era da genômica individualizada. No entanto, seqüenciar genomas ainda é uma tarefa extremamente dispendiosa, e a perspectiva da medicina genômica individualizada, na qual a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças seriam feitos a partir do genoma de cada um, ainda é distante. “Este é a primeiro e talvez o último genoma diplóide completo a ser seqüenciado com a tecnologia que usamos, que requer muito tempo e dinheiro”, reconhece Venter.
Mas novos genomas individualizados devem ser seqüenciados em escala experimental num futuro próximo, com diferentes métodos em desenvolvimento atualmente. O próximo pode ser o do biólogo James Watson, um dos descobridores da estrutura em dupla hélice da molécula de DNA – seu genoma está sendo descrito com um método desenvolvido pela empresa americana 454 Life Sciences.
Venter espera que, nos próximos anos, os cientistas possam ter à sua disposição a seqüência genômica de alguns milhares de indivíduos. “Com uma base de dados da ordem de 10 mil genomas, seríamos capazes de responder a todas as perguntas fundamentais sobre o que vem da genética e o que vem do ambiente no ser humano”, aposta.
A ciência deu um passo importante para explicar um intrigante fenômeno da mente humana: o caso de indivíduos que afirmam ter tido a sensação de “sair de seu próprio corpo" e enxergá-lo de fora. Com a ajuda da tecnologia de realidade virtual, cientistas conseguiram reproduzir esse fenômeno em laboratório. Os resultados ajudam a entender como construímos a consciência de nosso corpo e podem ter aplicações futuras na medicina, na indústria do entretenimento e em outras áreas. Relatos de indivíduos que afirmam ter “saído de seu corpo” não são novos na ciência. Esse tipo de experiência parece estar associado a um funcionamento anormal do cérebro: o fenômeno pode ocorrer em decorrência de acidentes vasculares cerebrais, de crises de epilepsia ou do consumo excessivo de drogas. No entanto, a neurociência não tinha até aqui uma explicação convincente para o fenômeno. Isso pode mudar com a publicação de dois artigos na edição desta semana da revista Science .  | | O neurocientista Henrik Ehrsson induz em um voluntário a experiência de "sair de seu corpo". Com óculos 3D, o participante enxerga uma imagem de suas costas, filmadas por duas câmeras situadas atrás de si. O pesquisador estimula o peito real e o peito virtual do voluntário, que ele sente como se fosse o seu, como se estivesse enxergando seu corpo de fora (foto: Henrik Ehrsson). | | | Em um deles, o neurocientista sueco Henrik Ehrsson, em trabalho feito no University College London, na Inglaterra, apresenta um método para induzir experimentalmente esse fenômeno em indivíduos saudáveis. Um participante fica sentado em uma cadeira, munido de óculos de visão tridimensional usados comumente em aparelhos de realidade virtual. Cada uma das lentes reproduz as imagens transmitidas por duas câmeras situadas atrás desse indivíduo, filmando suas costas. O intuito do aparato era investigar se os voluntários poderiam perceber o corpo que estavam enxergando como o seu próprio. Para isso, o neurocientista estimulou, com um bastão de plástico, o peito do participante, ao mesmo tempo em que simulava tocar, fora do campo de visão das câmeras, a região em que deveria estar o peito do corpo virtual que os voluntários estavam enxergando (veja na foto ao lado). O resultado confirmou a hipótese do pesquisador: em questionários respondidos após dois minutos de estímulo, os participantes relataram que haviam percebido o corpo que estavam vendo pelos óculos como o seu próprio, como se tivessem se enxergando de fora. A sensação não foi percebida quando o toque no peito real e no peito ilusório dos participantes não era feito de forma simultânea. Ameaça com martelo Para reforçar sua conclusão, Ehrsson fez um segundo experimento: após o estímulo com o bastão, ele ameaçou ferir com um martelo o corpo virtual dos voluntários e mediu o nível de transpiração da sua pele, como um indicador da resposta emocional à ameaça. Os resultados mostram que a resposta foi mais intensa nos casos em que o estímulo ao peito real e ao peito ilusório havia sido feito de forma simultânea, ou seja, os voluntários reagiram como se fossem ter seu próprio corpo atingido pelo martelo. Em outro artigo na mesma edição da Science , a equipe de Olaf Blanke, da Escola Politécnica Federal, em Lausanne (Suíça), apresentou um método similar, também baseado nas tecnologias de realidade virtual, para induzir em indivíduos saudáveis a sensação de "sair do corpo". No experimento, após estimular simultaneamente o corpo real e o corpo virtual dos participantes, os pesquisadores deslocavam-nos e pediam que retornassem à posição original. Os voluntários caminhavam na direção do local em que haviam visto seus corpos virtuais. As conclusões dos dois estudos são parecidas: os cientistas acreditam que um conflito entre os circuitos cerebrais envolvidos no processamento das informações sensoriais da visão e do tato pode estar por trás do fenômeno. "Disfunções cerebrais que interferem na interpretação dos sinais sensoriais podem ser responsáveis por alguns casos clínicos desse fenômeno", afirma Erhsson. "No entanto, ainda não se sabe se todos os casos de indivíduos que afirmam ‘sair de seu corpo’ se explicam por esse motivo." Os resultados são importantes para entender como os estímulos sensoriais afetam a construção da consciência que os indivíduos têm de si mesmos e de seu corpo. Além disso, eles abrem as portas para aplicações tecnológicas interessantes. "Imagine as implicações caso consigamos projetar as pessoas em um personagem virtual", especula Ehrsson. "Um cirurgião poderia conduzir uma operação à distância, controlando seu eu virtual a partir de uma localidade remota. E a experiência dos jogos eletrônicos poderia atingir um patamar totalmente novo." Bernardo Esteves Sistema de limpeza de endoscópios terá também aplicação na agricultura e na indústria de alimentos Dinorah ErenoUm sistema de desinfecção de endoscópios que tem como base uma solução de água e cloreto de sódio, mais conhecido como sal de cozinha, está em fase final de desenvolvimento pela empresa Ibasil Tecnologia, instalada no bairro do Butantã, em São Paulo. O novo desinfetante é atóxico, de ação rápida e não agride o ambiente. Ele traz benefícios para pacientes, médicos e enfermeiras que utilizam a endoscopia para controle e diagnóstico de doenças do aparelho digestivo. O sistema inovador também poderá ter aplicação em outras áreas como fungicida em frutas e legumes, bactericida na indústria alimentícia ou desinfetante na avicultura e pecuária. Inicialmente, o produto vai atuar na limpeza de endoscópios porque a complexidade desses equipamentos, que por meio de uma sonda introduzida na boca do paciente chega ao estômago, envolve múltiplos canais e válvulas, favorecendo o acúmulo de materiais orgânicos e inorgânicos, possíveis fontes de infecção por microorganismos. Por isso, entre um exame e outro, é necessário fazer uma rigorosa limpeza e assepsia no aparelho para evitar o risco de transmissão de doenças como tuberculose, hepatite e Aids. Atualmente, o desinfetante mais utilizado em hospitais e clínicas é o glutaraldeído na concentração de 2%, uma substância química com alto poder bactericida e fungicida. “O produto, porém, é cancerígeno e agressivo ao ambiente. O tempo de ação dele é de 30 minutos para a desinfecção, diante de apenas sete minutos do nosso sistema”, diz Luís Iba, diretor da Ibasil. Estudos comprovam que o vapor liberado pelo glutaraldeído é irritante para o sistema respiratório, pode causar dermatites de contato, além de ser tóxico para o organismo. Por isso, em outros países ele está sendo gradativamente substituído por substâncias menos agressivas. © Eduardo Cesar | | Endoscópio com sonda iluminada: água superoxidada à base de sal é fungicida e bactericida. | O projeto desenvolvido pela Ibasil tem o apoio financeiro do Programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (Pipe), da FAPESP, e é coordenado pelo engenheiro químico Gerhard Ett, da empresa Electrocell, que desenvolve células a combustível para produção de energia elétrica a partir do hidrogênio, sediada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), na Cidade Universitária, em São Paulo. “O convívio e a cooperação dentro do Cietec (a Ibasil também estava incubada no mesmo local) e o nosso conhecimento sobre automação, controle de sistemas e, principalmente, geradores eletrolíticos que possuem tecnologia similar às células a combustível permitiram a parceria”, diz Ett. “Esses geradores transformam a solução de água com sal em outros compostos.” Também participa da pesquisa e desenvolvimento do produto a bióloga Débora Moreira, com bolsa da FAPESP. O equipamento, que deverá estar disponível para uso médico dentro de um ano, é baseado em um processo eletroquímico que gera, a partir da eletrólise, uma corrente elétrica numa mistura de água e cloreto de sódio, um poderoso desinfetante composto de 12 substâncias. O ácido hipocloroso, o peróxido de hidrogênio, o óxido cloreto, o ozônio e o ácido perclórico são os oxidantes de maior ação bactericida da mistura, também chamada de água superoxidada. “Um agente potencializa a ação do outro. Os 12 juntos têm ação desinfetante comprovada em testes”, diz Iba. Testes no HC - O primeiro teste para avaliação da água superoxidada em bactérias isoladas de aparelhos destinados à endoscopia foi realizado no Serviço de Endoscopia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em agosto de 2006. Foram coletadas amostras de seis aparelhos de endoscopia utilizados no HC, após eles terem passado pelo processo de lavagem mecânica com água. O material colhido foi semeado em meio de cultura apropriado, em estufas laboratorais, e colocado em contato com a água superoxidada por sete minutos. Após esse intervalo de tempo, novas coletas foram realizadas. O resultado é que, antes do contato com a água superoxidada, foram isolados vários microorganismos, como as bactérias Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa, esta um dos mais prevalentes agentes de infecção hospitalar. “Após o contato com a água superoxidada, não houve nenhum crescimento microbiano”, diz Débora Moreira. Na próxima etapa da pesquisa será feita a análise da eficácia contra o vírus da hepatite B e C. Para a produção da célula eletroquímica foram construídos eletrodos de grande área superficial, separados por membranas de polímeros. “A célula eletroquímica é basicamente composta por membranas, anodos e eletrodos de titânio”, diz Gerhard Ett. Durante o processo de eletrólise há a produção de dois líquidos. De um lado da célula eletroquímica sai a água ácida, o desinfetante oxidante, e do outro a água alcalina, que não é usada. Para não haver danos ao ambiente é feita a neutralização dos dois subprodutos antes do descarte. “O desinfetante, antes de ser eliminado para o esgoto, é misturado à água alcalina originando uma solução inofensiva para o ambiente”, diz Iba. Antes do desenvolvimento do novo sistema de desinfecção de endoscópios, a Ibasil já tinha experiência na área. Quando ainda estava incubada no Cietec, de fevereiro de 2002 a abril de 2005, a empresa projetou e construiu um equipamento automatizado para limpeza de endoscópios chamado Endolav, que teve a patente do produto e da marca comprada pela empresa Lifemed, do Rio Grande do Sul (ver Pesquisa FAPESP nº 113). Foi nessa época que houve a aproximação com a Electrocell, que participa do projeto atual. A próxima etapa da pesquisa prevê a participação do Instituto Biológico do Estado de São Paulo, do Instituto de Tecnologia de Alimentos e do Instituto Agronômico de Campinas nos testes bacteriológicos. Os pesquisadores querem ampliar os estudos visando à aplicação do produto na avicultura e na pecuária. O sistema poderá ser utilizado para descontaminação dos galpões onde ficam os animais, no processamento de carnes e na desinfecção de maquinários. Na agricultura poderá ser usado como fungicida e bactericida para frutas e legumes e também para limpeza de instalações, caminhões e máquinas. Na indústria alimentícia tem potencial de uso como desinfetante no processamento de sucos e alimentos.
O Globo Online LONDRES - O relações públicas Jonathan Jason gravitou no mundo da socialite Paris Hilton durante 18 meses e revelou em artigo no jornal britânico "The Independent" deste domingo um perfil revelador da socialite que esteve na prisão recentemente por violar uma proibição de dirigir. Ele chama Paris de a mais hábil manipuladora da imprensa que já conheceu, uma pessoa fútil, incapaz de sustentar uma conversa inteligente, dona de um ego de propoções descomunais, sempre cercada por uma corte, ávida da admiração alheia e da exposição de sua própria imagem na mídia. Ele conta que ela sempre anda com dois encarregados de roupa e maquiagem. Quando vai sair, um assessor convoca meia dúzia de paparazzi para registrar a saída. Quando estão a postos, ela surge toda produzida, faz caras e bocas para as câmeras e embarca num carro de luxo. Jonathan a conheceu numa festa da marca Rock & Republic durante a semana de moda de Los Angeles em 2005 quando trabalhava de relações públicas para o ator Efren Ramirez, amigo de Paris. Ela chegou deslumbrante com uma corte de umas 12 pessoas, desfilou pelo salão por uns 10 minutos atenta aos fotógrafos e equipes de TV, ganhou um monte de roupas e se mandou. Fascinado com a produção e o timing dela, Jonathan passou os 18 meses seguintes gravitando em torno dela sem nunca chegar ao círculo mais íntimo, porque não tinha bala na agulha para isso, mas numa posição confortável para observar tudo. A badalação geralmente começava na mansão dela de US$ 1,8 milhão em West Hollywood, um reflexo de sua personalidade ego centrada, com fotografias dela por toda parte e seu CD, "Paris", em alto volume. Muitos animais, papagaios em gaiolas, seis cães pequenos, incluindo o favorito, o chihuahua Tinkerbell em roupa de oncinha e um gato. Jonathan soube que havia uma cobra em gaiola num dos aposentos e um macaco trazido de Las Vegas por limusine. A principal razão desse pequeno zoo não é o amor aos animais, mas uma atração a mais para seus convidados. O círculo fechado tem de 15 a 20 pessoas, a fina flor da elite hedonista de Los Angeles, jovens e lindos milionários com os corpos perfeitos cobertos pelas grifes mais famosas, sorrisos deslumbrantes, diamantes, pérolas e um profundo desprezo pelo resto da humanidade. As horas na mansão eram gastas em calibração etílica e fofocas diversas sobre presentes e ausentes. Jonathan nunca viu Paris conversar de maneira coerente, apenas comentários ligeiros e exclamações, sempre mandando torpedos pelo celular. Todos riem das besteiras dela, se não riem, ela fica chateada. Pelas costas, ela não era poupada. Numa época em que andava sempre com ombreiras, os amigos a chamavam de corcunda. Jonathan nunca a viu fazer uma boa refeição, ela gosta muito de comer junk food e cheetos, livrando-se das calorias em exercícios diários. Ela gosta de sair para a badalação por volta de uma da manhã e quando escolhe a boate, os fotógrafos são avisados pelo secretário Eliot Minz para registrar sua presença. Mintz ficava sempre atento para o caso de alguma emergência, não para controlar os fotógrafos. Disso Paris cuidava muito bem. Ela é mestra também em driblar a concorrência. Se havia alguma celebridade para dividir com ela os flashes, ela dava um jeito de subir o vestido um pouco ou arregaçar o decote, chamarizes infalíveis para as câmeras. Nas boates estava sempre ligada na freqüência, especialmente os homens mais bonitos. Quando gostava de algum, despachava uma amiga para perguntar ao eleito se não gostaria de conhecer Paris Hilton. A isca era infalível e ela faturava mais um. Sua presença era sempre cortejada pelos donos das casas noturnas porque dava prestígio e a noitada não lhe custava um centavo. Quando queria ir embora, ela mandava convocar os fotógrafos, se retirava para alguma sala exclusiva com maquiador e estilista e, tempos depois, fazia a grande saída. Muitas vezes a festa era na própria mansão dela, onde havia um night club completo com pista de dança, palco para shows e até aqueles 'postes' de aço usados em clubes de strip tease. E adivinha quem fazia danças eróticas? Jonathan assistiu a uma apresentação dela com a cantora Lindsay Lohan para o grupo íntimo de 20 pessoas. Coisas do mundo louco de Paris Hilton. Fabiane... Agradeço sua amizade que, gentilmente, você me permitiu desfrutar. Agradeço sua energia que, positivamente, muitas batalhas você me ajudou a ganhar. Agradeço sua força que, bravamente, você conseguiu me emprestar. Agradeço ao seu coração todo carinho que pôde me dar... Que você possa descansar Em paz!  A revolução digital está atingindo em cheio um dos meios de comunicação mais poderosos que existem: o rádio. Quem quiser ficar por dentro do assunto pode conferir o livro O rádio sem onda – Convergência digital e novos desafios na radiodifusão (Ed. E-Papers), do jornalista Marcelo Kischinhevsky. Com a morte da difusão analógica, o rádio está entrando em um novo ciclo que traz tanto o perigo de uma concentração impensável em outras épocas como a multiplicação das rádios com emissões pela internet. Ainda no livro: uma síntese da trajetória do rádio nas últimas décadas, informações sobre o padrão brasileiro de rádio digital, podcasting e rádios digitais por assinatura entre outros temas.
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